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Introduction

Brave adventurers of the new world, welcome! To define this land is impossible, for what we seek here is not yet known. To explore beyond the borders of time is our ultimate goal. We walk close to the edge of the present — watching and reflecting on what each breath brings. Here is where you will find our accounting. Please, excuse us for any lack of delicacy, for the only truth we know and report is our own.

 

Um tempo bem gasto

Quando a confiança se perdeu, os acordos se tornaram frágeis,
As palavras soaram ocas, desgastadas por dentro.
Nenhum ouro podia comprar o que antes era livre,
Nenhuma promessa tinha sinceridade.

As balanças se quebraram, as medidas foram distorcidas,
Cada juramento parecia encenado, e cada motivação maliciosa.

Recompensa e ameaça perderam sua força,
Pois a fé havia se esvaído silenciosamente.

Então, deixamos de lado os truques e a astúcia,
E encaramos o preço de coração aberto.

Sem soluções rápidas, sem grandes disfarces,
Apenas ações constantes sob o céu.

Falamos menos alto, mostramos mais verdade,
Fizemos o que sempre dissemos que faríamos.

E dia após dia, com o tempo e o cuidado,
Uma confiança frágil respirou um ar cauteloso.

Contudo, algo permanece para sempre dilacerado,
Uma cicatriz onde algo um dia nasceu.

E assim aprendemos, quando os laços se desfazem,
Que nem tudo está resolvido, mas que algumas coisas podem permanecer eternas.

Caçadores perdidos

Caçadores perdidos na mata sem sinal,
Seguem pegadas tortas, rumo incerto e fatal.
O norte se escondeu atrás do véu da neblina,
E a bússola mente, cansada da rotina.

Carregam nos olhos promessas de voltar,
Mas o chão que os guia começa a mudar.
Cada passo ecoa um erro antigo,
Cada silêncio vira um velho inimigo.

Chamam pelos nomes que o vento levou,
Respondem apenas folhas que o tempo soltou.
A caça já não foge, observa em vigília,
Pois quem perde o caminho perde a armadilha.

No fim, sentam juntos, sem presa ou razão,
Entendem que a mata não é oposição.
São homens buscando o que não sabem mais ver:
O rumo que some quando tentam vencer.

Entre a vida e a morte

As pessoas morrem por amor.
Morrem do excesso,
do peito aberto,
da entrega sem freio,
do coração que insiste quando o mundo já pediu pausa.

Morrem porque amar é risco,
é caminhar sem armadura,
é colocar a vida inteira
na mão trêmula de alguém
e dizer que não se cuida.

Mas há uma morte mais silenciosa.
A que não sangra,
não grita,
não deixa corpo no chão.

É a morte de quem não ama.

Quem não ama respira,
mas não vive.
Cumpre horários,
coleciona dias,
atravessa anos como quem atravessa corredores vazios.

Sem amor, o tempo passa,
nada acontece.

Amar mata, sim.
Mata o medo antigo,
mata versões pequenas de nós,
mata a ilusão de que estamos a sós.

E às vezes mata a gente também.
Mas é uma morte que vale a pena,
porque só quem matou, digo amou de verdade
sabe o gosto brutal
de estar vivo.

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