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Introduction

Brave adventurers of the new world, welcome! To define this land is impossible, for what we seek here is not yet known. To explore beyond the borders of time is our ultimate goal. We walk close to the edge of the present — watching and reflecting on what each breath brings. Here is where you will find our accounting. Please, excuse us for any lack of delicacy, for the only truth we know and report is our own.

 

Entre a vida e a morte

As pessoas morrem por amor.
Morrem do excesso,
do peito aberto,
da entrega sem freio,
do coração que insiste quando o mundo já pediu pausa.

Morrem porque amar é risco,
é caminhar sem armadura,
é colocar a vida inteira
na mão trêmula de alguém
e dizer que não se cuida.

Mas há uma morte mais silenciosa.
A que não sangra,
não grita,
não deixa corpo no chão.

É a morte de quem não ama.

Quem não ama respira,
mas não vive.
Cumpre horários,
coleciona dias,
atravessa anos como quem atravessa corredores vazios.

Sem amor, o tempo passa,
nada acontece.

Amar mata, sim.
Mata o medo antigo,
mata versões pequenas de nós,
mata a ilusão de que estamos a sós.

E às vezes mata a gente também.
Mas é uma morte que vale a pena,
porque só quem matou, digo amou de verdade
sabe o gosto brutal
de estar vivo.

O infinito entre nós dois

Imagino uns floquinhos de neve caindo sobre a terra em um dia frio
E nós dois aqui dentro de casa, se amando bem gostoso

Aquele sentimento vibrante de amor latente, que regula tudo que há de diferente entre nós dois
E aquele ar frio e puro entrando nas narinas, enchendo os nossos pulmões com calma, nutrindo a nossa alma


Toda aquela força que nos enriquece, transformando vida em luz, anulando tudo que nos enlouquece


Você fechando os olhos devagar, com cristais de lágrimas que entorpecem
Em cada parte do seu corpo uma alegria de viver, em cada nota um desejo de ser bem melhor e com prazer
Um desejo de estar aonde sempre esteve. Uma preguiça, uma paz interior
Um abraço carinhoso; aquele sentimento de ter algo pra chamar de meu, seu e nosso, até que enfim, tudo se torna único, e nós nos amando. E de novo eu enlouqueço. Tudo flui, como se nada nessa vida fosse escasso, nos amamos sem compasso.

Sem fim, sem recomeço. O sentimento de amor, puro e pelo avesso.

Parado fico, e a vontade incessante de continuar em seu espaço é o início, o fim, um recomeço.

Rasa Darurat

Ah, innocentes sumus, non—
non propter ea quae facimus,

non propter cicatrices quas relinquimus.

Problema, mea cara,

est vacuitas quam serimus,

itaque ex falso fonte bibimus

dum terra metit quod nobis opus est.

Numquam de serendo cogitamus, non…
solum ut postea metemus.

Omnia quae tangimus in plastica vertuntur,

omnia quae gustamus fiunt addictiva,

interdum venenum,

semper illum pulsum, illum impulsum persequentes,

qui mundum ad voluntatem nostram flectit.

Oh, occidemus, destruimus,

sola voluptate supervivimus,

sine interrogatione, sine cessatione,

sine audacia interrogandi.

Cyclus sine fine vertitur,
speciebus perguntur,
dum nosmetipsos laedimus
et mundum:

Flumina veneno suffocantur,
insecta mordent quasi culpa,
animalia evanescunt,
currus moveri desinunt,
faunam obliviscimur,
floram obliviscimur,
umbilicos nostros intuemur,
problema post problema,
vacuitatem vorticosam.

Rogamus, damus,
humanitati adhaeremus,
responsa precamur quae nihil nos docent, heu,
nihil nos docent.

Venenis medicamenta, quae appellantur, fabricamus,
vulnera curantes quae nata sunt
ex implacabilibus machinis industriae.

Producendi causa consumentes,
consumentes propter consumptionem,
nihil domantes, nihil dominantes,
in circulo destructivo capti.

Parvus est noster spatium, heu,
tamen illusiones persequimur,
fames nos velut tempestas agit,
cupiditas velut ferrum premit.

Non sumus infiniti —
iuvenes sumus,
pulsamus, ardimus, dolemus.

Nec malum est, non,
donum est, crudum et tonitruans,
pulsus sub costis tuis,
vibratio terrae in omni spiritu.

Sere antequam scribas,
crea antequam cor tangas,
vive antequam narres.

Vive antequam dicas,
senti antequam loquaris,
ama antequam moriaris,
move antequam quiescas.

Omnia quae destruimus renasci possunt, mea cara.

Omnis flumen, omnis arbor, omnis pulsus—
adhuc ea tangere possumus,
adhuc ea sentire possumus,
adhuc ea nostra facere possumus.

Itaque in terram perge,
in ignem perge,
in pectus tuum perge, percute,
percute,
percute…
donec mundus meminerit
quomodo verberare,
quomodo vivere,
quomodo fortiter sentire.

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