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Digelim

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A Medida dos Passos

Não prometo horizontes infinitos,
apenas o caminho que se abre aos seus ouvidos.
Não garanto dias para sempre,
apenas a distância do que sente.

Não importa quantos anos caberão na sua história,
mas o quanto do mundo caberá, em um dia de vitória.
Há vidas longas que não saem do lugar,
e jornadas breves, que atravessam continentes sem o mar.

De onde você está,
o futuro talvez pareça estreito.
Mas cada passo é uma ruptura
com o que antes parecia leito.

Não importa quão intensa será a experiência,
se ela permanece presa ao mesmo chão.
Importa o desvio,
a curva improvável de se ir além sem ter razão.

O número pode ser pequeno,
a distância pode parecer modesta,
mas ainda assim, um deslocamento real
é maior que o silêncio que me resta.

E se um dia perguntarem
quanto tempo durou a sua travessia,
que a resposta não seja em anos,
mas em poesia.

The Currency of Thought

When knowledge flows like rivers wide,
No longer rare, no longer prized,
The words once locked in towers so high
Now drift beneath a common sky.

The scrolls unroll for every hand,
No gate remains across the land;
What once was treasure, kept apart,
Now beats within the public heart.

Information walks the street,
Barefoot dust beneath its feet;
Abundant as the morning air,
A gift so vast, oh it’s everywhere.

Yet value shifts, unseen, unheard —
Not in the page, but in the word;
Not what we know, but how we see,
The spark that shapes possibility.

For minds that question, weave, and dare
Turn scattered facts to meaning rare;
And where all answers may be found,
True wisdom learns to ask profound.

So let the data oceans run —
Their endless tides belong to none;
For in this age, the richest art
Is living thought within the heart.

Information fills the sea,
But intelligence, oh that one will set you free.

Receio

O prato chega.
Não há recusa — apenas silêncio.
Os olhos perguntam antes da boca responder.
A primeira mordida não é fome,
é coragem pequena.

Ao fundo, o cachorro late — hereux,
não porque soubesse o fim,
mas porque já sentia o começo.
Há coisas que o corpo entende
antes do pensamento alcançar.

A casa respira devagar,
o cheiro sobe no ar feito convite tímido.
Entre idas e vindas da dúvida,
não é a perfeição do prato que importa,
mas o que ele desperta.

Pois entre acertos e receitas exatas,
mais vale o sentir
do que qualquer trabalho bem feito.

E então se entende:
o momento não espera —
ele nasce quando alguém decide ir.
Levantar o garfo, atravessar o receio,
aceitar o encontro.

E assim, quase sem perceber,
o gosto acontece
como quem chega em casa sem dizer a que veio.

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