Caçadores perdidos
Caçadores perdidos na mata sem sinal,
Seguem pegadas tortas, rumo incerto e fatal.
O norte se escondeu atrás do véu da neblina,
E a bússola mente, cansada da rotina.
Carregam nos olhos promessas de voltar,
Mas o chão que os guia começa a mudar.
Cada passo ecoa um erro antigo,
Cada silêncio vira um velho inimigo.
Chamam pelos nomes que o vento levou,
Respondem apenas folhas que o tempo soltou.
A caça já não foge, observa em vigília,
Pois quem perde o caminho perde a armadilha.
No fim, sentam juntos, sem presa ou razão,
Entendem que a mata não é oposição.
São homens buscando o que não sabem mais ver:
O rumo que some quando tentam vencer.